segunda-feira, 11 de abril de 2011

#Realengo II

Pois é, esse ainda é o assunto do momento. Quando se liga a televisão, entra em um site ou até mesmo liga o rádio, não se fala de outra coisa. Primeiro dizia-se que o rapaz que fez isso era perseguido na escola pelos colegas, humilhado, chamado de esquisito. Agora que o calor da emoção passou, começou-se a analisar mais profundamente a vida dele. Que ele era filho adotivo todo mundo já sabia. A mãe biológica dele sofria de esquizofrenia, doença mental que se não for tratada é muito grave e é passada de mãe/pai para os filhos.
Um dia os pais adotivos foram chamados na escola e informados que o menino era muito introvertido, não se misturava com as outras crianças, não gostava de fazer trabalho em equipe e sempre dava um jeito de se isolar. Com essas informações começaram a fazer um tratamento psicológico com ele, mas quando ele fez 17 anos resolveu que não queria ou não precisava mais. Pelo que entendi, nunca o levaram num psiquiatra. Psicólogo serve apenas para nos ouvir, conversar, desabafar, ajudar a entender nossos sentimentos. Psiquiatra já conhece melhor a mente humana, sabe reconhecer doenças mentais e tem o poder de prescrever medicamentos que possam controlá-las.
Ele se isolou do mundo real e começou a viver em seu próprio mundo (como se fosse autista). Será que houve culpa das crianças que estudaram com ele nisso?? Acho que não.
Na minha opinião houve uma falha da família (pai, mãe e irmãos) em não prestarem muita atenção no garoto e largarem de mão quando ele disse que não iria mais ao psicólogo. Deveriam ter insistido mais. Levado a outros profissionais. A família não merece ter o muro da casa pichado, receber ameaças de morte pelo que ele fez.
Quem sabe se, não só a família, mas também os professores, vizinhos, quando notaram que ele era diferente, tinha idéias estranhas, gostos bizarros, tivessem insistido em fazer acompanhamento médico, informar ao psicólogo que a mãe biológica sofria de esquizofrenia, quem sabe ele receberia o tratamento adequado e essa tragédia não teria acontecido??
Mas não podemos sempre pensar nos "e se" da vida. Que esse acontecimento nos sirva de lição: devemos SEMPRE prestar atenção nas nossas crianças, não deixá-las abandonar algum tratamento médico, ou até mesmo um esporte, só porque querem e os pais não querem discutir com eles e nem se estressarem.
Amor, carinho e atenção são os ingredientes básicos para as crianças crescerem e se tornarem bons adultos.

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